13 de dezembro de 2007

Exercício entre a linguística e o sentimento do “ti”, do “mim” mas principalmente de nós....



Como gatos quentes e macios enroscam-se em nós, as desilusões, fazendo-nos sofrer até nos partirem os ossos, provocando-nos olhares de desdém, num misto de autoridade e condescendência invadem-nos a cabeça de sentimentos de tristeza, insegurança e inferioridade, para no fim, deixarem-nos sem nada...outra vez....
Entre os maus dias e os outros que passam, suportamo-las às costas, à espera que o mundo acabe com elas, implodindo dentro de ti, para me fazer esquecer, esmorecer-te, aniquilar-te dentro mim...
Agora que eu estou assim aqui a pensar em ti, percebi!

Não és real, eu e que te faço assim, só existes dentro de mim.....
Importante, indiferente ausente! Digo que me afectas que me consomes, numa emoção falsa, finjo que ainda gosto de ti.

11 de dezembro de 2007

10 de dezembro de 2007

paranoid park


"Este é o filme que o Larry Clark sempre quis fazer e nunca conseguiu"

in Expresso, Cartaz

Há já algum tempo que não via um filme que me fizesse sentir assim... o sacana do Gus Van Sant filma mesmo bem... e entende a adolescência; era mesmo aquilo, eu lembro-me.
Era assim.
Era assim que víamos os adultos... e agora?, serei eu um adulto?... ainda não, mas já não me sinto assim. A sensação de viver num mundo à parte, mas não apenas eu, uma total sociedade à parte, fora, onde circulávamos e nos entendíamos(?), porque agora os vejo tão parvos (os putos) se eu também já fui assim?
Era assim.
Era assim essa ideia de estar completamente só, de não poder confiar em ninguém, eu, eu, eu... e todo o mundo contra mim.
Os adultos são parvos.
Não..., os adultos metem medo., porque "Eles sabem", eles já cá estiveram e sobreviveram, e eu, eu ainda cá estou e não sei se vou sobreviver.
Os adultos metem-me medo. ...vamos gozar dos adultos, vamos rir-nos deles, afinal temos companheiros do nosso lado!, vamos rir-nos... Espera. Pára que ele(a) está a olhar. Merda, ele(a) viu.

...e agora?

9 de dezembro de 2007

"relatório da tese"

"O Relatório da Tese é um documento que apresenta a estrutura da tese. Tem que ter o glossário, as palavras-chave, as imagens que vamos utilizar associadas a uma pequena frase que as enquadre e, por fim, o Guião.
O Guião, por sua vez, tem as palavras-chave de cada capítulo, a bibliografia de cada capítulo e o resumo de cada um. Dentro deste Guião temos de responder a quatro questões:
1 - Estímulo
2 - Tema: aplicabilidade do tema no universo da Arquitectura
3 - A procura da cultura como expressão do tema
4 - o Sítio e o lugar: Projecto do ano em paralelo ao tema proposto para dissertação (em que medida é que o tema toma expressão em projecto - no nosso projecto)
Tudo isto tem, ainda, de ser apresentado de forma gráfica, através de um diagrama que mostre a estrutura da tese"
(by Delegadinho)
Ora bem, antes de decifrar isto, há umas questões a esclarecer:
1º - "Glossário de dissertação de Arquitectura" é sinónimo de "Diconário"?
2º - "Palavras-chave"... hmm, esta é difícil, neste momento só me ocorre "puta vida merda cagalhões", nas palavras (chave) desse poeta contemporâneo que é o Nel Monteiro
3º - "Imagens"!, boa!, desta todos os Arquitectozinhos gostam!
4º - "...com uma pequena frase que..." hmm...?
5º - "Guião com capítulos subdivididos em resumos, palavrinhas-chave, bibliografiazinha para cada um, não esquecer e..." ou seja, ovo, galinha ou omelete?
6º - "Estímulo", é o que estimula a "Malta da arquitectura", há quem diga que é a vida!
7º - "a aplicabilidade do tema ao UNIVERSO DA ARQUITECTURA" - vão mas é para o caralho, arquitectura é espaço e tudo cabe no espaço!
8º - "projecto do ano metido dentro da tese às 3 pancadas", ou então enfiem-no no fim: "ah a minha tese é sobre o espaço e tal... o meu projecto tb tem espaços e então é uma cena qu'eu sempre curti bués tás a ver?"
9º - "diagrama" - como ninguém vai ler "essa merda" assim fazemos um esquemazinho mais simples para aquela malta já ficar com uma ideia:

8 de dezembro de 2007

Malhas - cold wind to valhalla, jethro tull

Os Jethro Tull foram algo deste género: o Ian Anderson aos comandos de uma Locomotiva, a alta velocidade, levando nas carruagens meia dúzia de dançarinos dos Riverdance, porcos, um jacaré e um bando de pigmeus, para além da já habitual hortaliça, atropelando de rajada o Bob Dylan e o Jonhy Cash ao mesmo tempo.... vruuuuusshhhh!!! - era ver violas e roupagens negras de cowboy a ser esmagadas pelos campónios ingleses em potência, com os poderes ancestrais dos celtas!(metáfora da evolução do folk)

E o Ian Anderson a saltar ao pé coxinho freneticamente, com um canto da boca canta, com o outro toca flauta de forma completamente tresloucada, e, eloquentemente, inflamado, grita imprópérios aos ricos e poderosos, abaixo os senhores industriais!

Para descoberta obrigatória este "Minstrell in the Gallery" e, principalmente, "Aqualung", álbum basilar do rock progressivo e um dos primeiros álbuns conceptuais da história da música popular anglo-saxónica, do princípio ao fim desenvolvido sobre a antagonia "deus/religião", através da personagem do mendigo, encarnado por Ian Anderson, Aqualung. Se não "tiverem medo" nem tenham sentido um arrepio perante a aparente "foleirice" que esta música vos pode parecer, descubram "Locomotive Breath", "Minstrell in the Gallery", "My God", "The Witch's Promisse" ou um "Songs for Jeffrey"...

(os Jethro Tull foram bastante influentes para grande parte das primeiras bandas de rock pós-25-de-abril em portugal, como é o caso dos tardios "Trovante", cujo "famoso" "Menina das 7 saias", ou raio que o valha, é um autêntico PLÁGIO do "The Whistler" - tirem conclusões; mas cuidado, os Jethro Tull também foram conhecidos por influenciar esse estilo duvidoso que dá pelo nome de "Power Metal", ou "metal progressivo foleiro", de bandas como os Rhapsody e afins... se não acreditam escutem o "Broadsword and the Beast", e não, este álbum não é dos Iron Maiden...)

transmission

...grande fotografia, grande som, grande merda de filme.

7 de dezembro de 2007

Eh maricon!

À entrada do inferno!

Não sei se abra ou se fique por aqui. Agora que aqui estou sinto-me inquieto, nervoso, confuso, apetece-me roer as unhas, mas metem-me nojo, sinto a pele de galinha a invadir-me o corpo e no momento digo: - chega, já cheguei até aqui, agora vou entrar! A minha mão aproxima-se da maçaneta o meu coração bate a 260 por segundo, fecho os olhos respiro fundo e abro a porta. Num misto de ansiedade e receio, sinto por fim e pela primeira vez, o conforto calmo e quente do inferno, passivo autómato e principalmente adulto.....

o furio é memo á caix'odré...

6 de dezembro de 2007

Está quase

3 de dezembro de 2007

1 de dezembro de 2007

purple rabbit

*


...há dias com uma estranha capacidade de se metamorfosear, como se num momento estivesses numa paragem de autocarro, numa biblioteca a estudar, e noutro tudo explodisse e se recombinasse numa combinação absolutamente improvável!, depois deitas-te, vais dormir, recombinas todas essas imagens em sonhos, viajas ininterruptamente pela noite, para no fim acordares, em calmaria, para um contrastante "dia de nevoeiro".

Hoje acordei para uma manhã enublada. As cores brilham do exterior da janela através de uma matriz baça, cinzento, azul, branco sujo e matizes amareladas, brilho fosco... para onde foi a noite circense? O vermelho, o laranja, o roxo dessa camisola? ...foi ontem, mas será que tudo aconteceu realmente?, ou foi apenas mais um desses sonhos em que não tenho mão, como uma Alice num país de maravilhas tresloucadas a dançarem à sua volta, mas esta sem lhes poder tocar, em momentos sobrepôe-se aos acontecimentos, cresce desmesuradamente, noutros diminui ao tamanho de um insecto, sendo dominada por toda a magnitude do ambiente... mas em todos esses momentos a Alice esteve fora, expectante, espectadora, personagem principal de um filme lynchiano, personagem secundária da vida real.
Segui a estrada com uma leve ideia de onde me haveria de levar, segui-a descomprometidamente, perdendo-me deliberadamente e então apareceste, uma coelha vestida de roxo, dançante e coxa... e a música era de outro mundo, um mundo onde ainda se vibra ao som de "saturday night", de um "é o bicho é o bicho"... "onde estou eu", pensei, o que está a acontecer?.., estarei a perder controlo sobre esta realidade? E sangria, vinho e cerveja, sangria entornada, coelha roxa tresloucada, e eu...

...e eu a desejar esta coelha vestida de roxo que me quer matar...
...mas acordei para uma manhã enublada, as cores brilham em matizes de branco, o vermelho circense já se foi... estou sóbrio, and the purple rabbit was gone.


*