29 de janeiro de 2008

Blade Runner





O atleta sul-africano Oscar Pistorius, igualmente conhecido por Blade Runner, foi proibido de participar nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. A Associação Internacional das Associações de Atletismo (IAAF) alega que as próteses flexíveis de carbono utilizadas por este atleta, podem significar uma vantagem relativamente aos velocistas sem deficiência.

Segundo um comunicado da IAAF, Pistorius foi capaz de correr com as suas lâminas protéticas à mesma velocidade que os velocistas sem deficiências com menos 25 por cento de energia gasta. (...) A energia devolvida da lâmina protética é cerca de três vezes superior à da articulação de um joelho humano em velocidade máxima”.

Tanto medo dos cyborgs!



28 de janeiro de 2008

abraço impossível

Intangível é a realidade...
Estranha é... a fusão num só corpo,
morto...
Como se abraçam,
como se encontram - distantes,
para além do contacto;
visitantes de outro mundo caem, unos.
Como apodrecem as lágrimas,
e os calores, mudos,
e a atracção nocturna para além do infinito...
Mas ali, na fatalidade do momento,
para além do vento que compreendia tudo,
o abraço é impossível:
“Quem sois que lhe tomastes a alma?
Que carne me acalma as peles,
que corpo vestes para a afastares de mim?”
Aperto, desespero...
Liberta-os do toque!,
para o fundo,
para esse mundo interior em que habitam!
Medo.
Tristeza.

...
Para onde a beleza do encontro nocturno?
Para onde a imagem da saudade recente?
...para sempre sós num abraço impossível.



26 de janeiro de 2008

é uma merda qualquer

vicente - ontem o meu pai meteu a pila no pipi da minha mãe...3 vezes...
josé - a sério?
vicente - sim...lá pra junho deve nascer a tal coisa
memórias
catapultas do tempo
2x3=6
2x4=8
ó gordo
ó caixa de óculos
ó senhora professora!! o joão apalpou-me!!
3x4=12
gosto tanto dos meus avós, onde está o pai?
- vou la para baixo brincar com o zé
- ás 5 vens pra casa!!
olha a avó já não está cá...foi se embora
- mãe hoje chumbei a português
- haaa...bom, mas a estudo do meio passas-te?
- sim!! essa está feita, assim já posso passar para a 2º classe
o que é estudo do meio?...tudo é estudo do meio?
- isto é pintura, aquilo é português, a outra é matemática e isto não é arquitectura!!!
- então o que é?
- é estudo do meio!!!
viva os dias de festa!...viva a câmara de filmar do outro!...workshupaaassss!!! (um dia destes...)
ela ia no comboio, apelou com o olhar...fica pra próxima, ainda não foi desta...
fodas pisei merda, caguei merda, vi merda, cheirei merda, merda em todo o lado
cães com merda, cães de merda, cães de louça a fuder na merda
coil - fire of the mind.mp3
que estupidez...isto não pode continuar assim
FODAS TIVE A TRABALHAR, JÁ TE DISSE!!
as ideias andam de um lado para o outro
as memórias vão atrás
a imaginação anda enrolada com as duas
orgias mentais
o que é isto?...é analfabetismo? é aristocracia? é gás metano? é de onde?
6x4=vinte e....quatro??
6x5=30
- quero essa carne toda comida, não deitas nada fora!
- tá calada ó puta do caralho!!!
...2 dias em coma, é melhor não dizer isso
a professora tem pêlos debaixo dos braços
o professor têm pelos dentro dos olhos
- sabes aquela em que o hitler vê uma criancinha a brincar com cinzas e pergunta, o que estás a fazer? estou a brincar com os meus pais, responde ela.
- ahahah...e aquela do...
em tempos o mundo era pequeno. mas foi crescendo aos poucos, parou? qual é o limite do mundo?
aquilo são planetas, aquilo sao estrelas, aquela é a amália e isto não é arquitectura!!!
tudo é espaço logo tudo é vezes 3
- a tua tese é sobre o quê?
- é sobre tudo mas não fala de nada em concreto
- ahhh então é estudo do meio!!
- ou é de uma merda qualquer...

25 de janeiro de 2008

instrument

«Listen to the tales and romanticize,
How we'd follow the path of the hero.
Boast about the day when the rivers overrun.
How we rise to the height of our halo.

Listen to the tales as we all rationalize

Our way into the arms of the savior,
Feigning all the trials and the tribulations;
None of us have actually been there.
Not like you.

Ignorant siblings in the congregation

Gather around spewing sympathy,
Spare me.
None of them can even hold a candle up to you.
Blinded by choice, these hypocrites won't see.
But, enough about the collective Judas.

Who could deny you were the one who
Illuminated your little piece of the divine?

And this little light of mine, a gift you passed on to me;

I'm gonna let it shine to guide you safely on your way,
Your way home ...

Oh, what are they going to do when the lights go down

Without you to guide them all to Zion?
What are they going to do when the rivers overrun
Other than tremble incessantly?

High is the way, but all eyes are upon the ground.

You were the light and the way they'll only read about.
I only pray, Heaven knows when to lift you out.
Ten thousand days in the fire is long enough;
You're going home.

You're the only one who can hold your head up high,

Shake your fists at the gates saying:
"I've come home now!
Fetch me the spirit, the son, and the father.
Tell them their pillar of faith has ascended.
It's time now!
My time now!
Give me my, give me my wings!"
You are the light and way that they will only read about.
Set as I am in my ways and my arrogance,

(With the) burden of proof tossed upon the believers.
You were my witness, my eyes, my evidence,
Judith Marie, unconditional one.
Daylight dims leaving cold fluorescents.

Difficult to see you in this light.
Please forgive this bold suggestion, but
Should you see your Maker's face tonight,
Look Him in the eye, look Him in the eye, and tell Him:
"I never lived a lie, never took a life, but surely saved one.
Hallelujah, it's time for you to bring me home."»

Maynard James Keenan
*
(10000 days cover by thumphrey)

24 de janeiro de 2008







No seguimento dos acontecimentos da última noite, avisam-se os presentes que o uso intensivo do comando "refresh", pode dar origem a graves episódios hemorrágicos









princípio antrópico

«(...)a improvável expansão do universo; a improvável afinação da temperatura primordial; a improvável homogeneidade da matéria; a improvável vantagem ínfima da matéria em relação à antimatéria; a improvável afinação dos valores das forças; o improvável processo de formação do carbono; a improvável existência, no núcleo terrestre, dos metais que lhe conferem o campo magnético; a improvável órbita do planeta; a improvável aglomeração de moléculas complexas... ...a vida improvável? (...) Bastava que os valores fossem infinitesimalmente diferentes para não haver vida (...) o que pressupõe uma "afinação universal" para a criação de vida inteligente (...) (por outro lado) segundo o “Demónio de Laplace", como todos os acontecimentos têm uma causa/efeito, sendo o Universo actual o efeito do seu estado anterior e causa daquele que se lhe seguirá (...) então, quem conhecer o estado actual da matéria, todas as leis e posições específicas de todas as partículas, ao mais ínfimo pormenor, poderá calcular todo o passado e todo o futuro (...) Está tudo determinado (...) e a nossa existência não é acidental pelo facto de que tudo está determinado desde o início»
Adaptado de Brandon Carter; John Barrow; Frank Tipler; Paul Davis e JRS

Sim, foi no Princípio Antrópico de Brandon Carter (1973) que o José Rodrigues dos Santos baseou o seu romance (A Fórmula de Deus) em ordem a reconstituir a "prova científica da existência de Deus".
Sim, eu li a treta do livro.
É o que dá ter uma irmã "cientista", um pai engenheiro e uma mãe pseudo-religiosa com uma tendência sistémica (incutida pelo Sistema) em ler Best-sellers. Não querendo desculpar a minha "falha" aos olhos da "nata da intelectualidade", quero dizer desde já que fui enganado: "O livro é uma merda", ao que a minha mãezinha prontamente responde "mas não gostaste dessas teorias?" e ao que eu contra-respondi "mas o livro é uma porcaria, não acontece nada, as personagens são irritantes, unidimensionais, o ambiente é hermético e a acção inexistente!" (Se bem que, se não fosse este jornalista, seria bem mais complicado obter toda esta informação condensada... nesse aspecto até que fez um belo trabalho, mas... e então para quê a "história"?? Para quê tanta trapalhada, tanta "Treta que não serve para nada"? Sinceramente, senhor JRS, edite o seu livrinho de novo, mas desta vez sem historieta, está bem?, é que julguei mesmo que iria morrer de aborrecimento perante as desventuras do triste Tomászinho).
É verdade.
E eu que apenas queria um livrinho porreiro de aventuras, tipo Lord of the Rings, ou, porque não?, d'OS CINCO, para me distrair da lengalenga da dissertação, e sai-me este burgesso, a título impingido por todos os elementos familiares que entusiásticamente o haviam devorado... afinal de contas o que serei eu do que apenas mais um Winston Smith a lutar contra marés que o acabam sempre por devorar? Sou um deles...
...o que mais me irrita é chegar à conclusão que entendi melhor este "Livro" que o do Stephen Hawking... (e este é o único elogio que lhe faço)
Quanto ao facto de existir Deus ou não... sinceramente, cheguei à conclusão que não gosto que Deus exista.
Desculpa-Me lá.
Mas a ideia de haver "propósito" de haver "sentido" é algo que me enerva solenemente. Tudo aquilo que mais amo na vida são as coisas desprovidas de sentido aparente... irrita-me a ciência e odeio os cientistas. "Prova" disto, "prova" daquilo!.., parece que são parvos. A experiência sensorial do mundo é muito mais interessante; é muito mais interessante a fantasia e a irrealidade... o desconhecido, o misticismo, o escuro é mais interessante que a luz.
"A vida imita a arte", penso que foi Oscar Wilde que disse isto (aulinha do Orlandini), mas não esquecendo, as possibilidades da imaginação humana são muito maiores que as possibilidades que este Universo engloba.
Havendo uma "Origem divina do Universo" e sendo o ser Humano o fim último da "criação", então o objectivo do Universo é a Arte, porque essa é, sem dúvida nenhuma, fruto do momento em que criamos verdadeiramente algo e nos igualamos a Deus.
Ou... por outro lado, uma vez que o Universo não poderia ter sido de outra forma (devido às inúmeras circunstâncias improváveis que o possibilitam ser), então, cabe à imaginação a capacidade de criar tudo aquilo que Deus não conseguiu!

Somos maiores que Deus, somos seres que Vêem e um mundo aparece, somos entidades efémeras a dar sentido ao pouco tempo que nos resta.

É essa a causa do nosso poder: efemeridade e imaginação!

23 de janeiro de 2008











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