23 de fevereiro de 2008




Fode, fode, balão fode
Fode, fode, sem parar
Que mais vale um balão a foder
Do que outro a masturbar.


(fica a dúvida)


22 de fevereiro de 2008

xor mestre

18 de fevereiro de 2008

a noite chove

Chove. Gosto de ficar aqui, em frente à janela, olhando através de manchas translúcidas, vendo a água deformar o “lá fora”..., porque é la fora que chove e eu estou seco. ...há muito que a água aos meus olhos é forçada, com música, com palavras, forço-me para que corram, mas estou seco e é lá fora que chove.
É tão belo. O céu, de um cor-de-rosa arrocheado, mas escuro, e ao mesmo tempo branco, contudo... como ironia de alguém que lhe retirou contraste - é vazio, e os prédios cheios, e amarelos pela luz dos candeeiros, saltam para a frente, invadem-me o campo de visão e esse manto vítreo lá atrás, vertendo-se por sobre a minha janela em vazio feito líquido.
Parou. Vou abri-la para o deixar entrar... gotículas quebram-se no parapeito, borbulhando até se desfazerem, contrariando Lavoisier elas desaparecem da mesma forma que surgiram, desse manto vazio que envolve a noite, fronteira espacial... haverá noite cósmica no fim dos tempos? Tão estranho é que duas coisas com o mesmo nome possam ser tão distintas, porque esta noite terrena é o dia do universo na terra e o dia terreno um manto de escuridão perante a grandeza universal! Quantos microcosmos em cada gota de chuva?... quanta matéria e dimensões por sondar em cada restício de realidade espaço-temporal!
É-me impossível contá-las a todas... começo por um canto, uma, duas... são muitas, são inúmeras, infinitas gotas de chuva no vidro da janela!, será que ainda lá estarão de manhã?, ou terão de voltar para de onde vieram, para esse ente imaterial que no ocorrer da manhã azul será?
Talvez seja a estrela solar que o torna azul; lembro-me de a olhar também – era branca e dançava dentro de um coroa amarelada, mas essa coroa não a via tão bem – fugidia, traquinas – a bola branca dançava no interior e ia mudando de cor, ora azulada, de um azul “neónico”, ora cor-de-rosa fluorescente! “Não olhes para lá que te queima os olhos”... e assim ficava eu, outra vez no meio da relvinha, apanhando pinhões, esmagando-os com pedras da calçada, comendo-os, oferecendo-os, trocando-os por olhadelas em pipis, cromos e mais pinhões. E eu que nem gostava de pinhões, logo ali era introduzido no sistema capital... tão cedo as crianças querem cegar, qual Fausto, não por graça do demónio, mas por livre vontade, querem cegar para poderem ver!
...
...hmm, boa noite.
...

17 de fevereiro de 2008

Blackout

«Escuridão mundial: No dia 29 de Fevereiro de 2008 das 19:55 às 20:00 horas propõe-se apagar todas as luzes e se possível todos os aparelhos eléctricos, para o nosso planeta poder 'respirar'. Se a resposta for massiva, a poupança energética pode ser brutal. Só 5 minutos, para ver o que acontece. Sim, estaremos 5 minutos às escuras, podemos acender uma vela e simplesmente ficar a olhar para ela, estaremos a respirar nós e o planeta. Lembrem-se que a união faz a força e a Internet pode ter muito poder e podemos mesmo fazer algo em grande.

World in dark (Blackout). In the 29th February of 2008 from 7:55pm to 8:00pm Lisbon, Greenwich - Hour, is proposed to turn of all lights and if possible all electric equipments, to our planet 'breath'.
If we make an massive answer to this request, the power saves can be brutal!!!
Only five minutes, to see what happens.
Yes, we'll be 5 minuts in the dark, we can turn light a candle and simply just stay watching it. It's five minutes that our planet and us will be breathing.
Remember, the union makes the force and the Internet can have a lot of power and using it like now we can make something BIG and GREAT to the environment and mankind.
Pass the new, and if you have friends all over the world send them this mail and ask them to make the translation to their language and adapt the hour of your and they're country to the Lisbon Greenwich time.
Thank You and once in life let's make someting great for our planet!»


(alguém, algures, na net...)

13 de fevereiro de 2008

12 de fevereiro de 2008

dedicado a todos os seres humanos

o autocarro deveria continuar, mas eu saio já aqui...

9 de fevereiro de 2008

7 de fevereiro de 2008

aranhinhas

Como eram grandes as aranhas de cujas tenazes eu pendia e era docemente lambido por quelíceras de veludo! Como era agradável ser mirado por uma multidão de olhinhos pretos, pequeninos, inexpressivos, mas doces como os não há... aranhinhas queridas... envolvem-me na sua saliva, e eu estendo os braços para o céu – como é extraordinário ser transportado por quem nos quer tão bem! Ah!, e devoram-me os membros e eu nada sinto, quais lençóis onde me deito eternamente, elas me devoram para sempre... clássico cenário e eu... Prometeu?

Consciência súbita me ressalta do estômago dilacerado! – levanta-te, salta da cama, abre a janela, baixa os estores! Corre de um lado para o outro!... que horas são, que horas são? Que luz é esta que há tanto tempo não via? Azul arrocheado do amanhecer que tantas vezes me fez preâmbulo de uma noite de sono... há tanto tempo que não sonhava... e com que facilidade aquilo que alguns chamam de pesadelo se transforma no mais doce dos sonhos... quando se dorme, na tranquilidade e segurança que os cobertores conferem à atmosfera gelada, todos os sonhos são áureos, leves como o ar, porque nada se sente, nada de substâncias químicas que os tornem reais, que lhes façam sentir dor... ...e vale a pena a dor do sofrimento constante se, ao chegar o momento glorioso do dormir, se viaje para tais paisagens...? - a mim mais um magnífico dia de maravilhoso sofrer!

4 de fevereiro de 2008

desejo de infinito

É tarde mas aqui estou; para além do cansaço, arrastando-me pelas divisões, contraindo-me no cácere do habitar, nesse covil a que chamo lar; talvez... com a única pretensão de me expandir mais um pouco, antes da anestesia, desse quase-morte que o leito domina.
Como é maravilhosa a realidade já sem luz, limbo negro entre dias de eterno presente! Sinto como se apenas o fosse aí, num fora-de-tempo para onde, deliberadamente, me deixo levar, sacrificando-me a essa agonia do já não saber quem sou. Como me aterrorizo perante o desconhecido que a mim me apresento..., tantas possibilidades, tanta necessidade de acção abusiva, tanta inércia que tudo aglutina... como me “alimento da desgraça alheia”, como são belos os cadáveres espalhados pelas ruas de Bagdad!, ...e como seria belo trucidar o ser obsceno rodeado de números, e de cores, e de sons polifónicos!, como seria sublime o seu guinchar!
Mas o magnetismo televisivo consome-me... e eu, contínuo a vê-la, e a odiá-la, e até não me conhecer - apenas esse instinto assassino, essa adrenalina da distância segura e o desejo "id’ónico" de querer interferir nos acontecimentos com um fútil toque no botão. Desligo-a.
...este silêncio ensurdecedor é mais terrífico que qualquer imagem que tenha visto. Sou medo, sou pânico, agora já sei quem sou.

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3 de fevereiro de 2008

um nome

eisenstein...(pausa)

...en...steiners...(pausa)



...steisen...(reflexão)





(reinicio)...sbraisers...seiners...(pausa)




...sainen...(reflexão)





(insistência)...senaimers...eisteisen...eins...

...(dúvida)

1 de fevereiro de 2008