...o impulso de o fazer, neste instante, é tão somente por uma razão prima, ou mesmo gémea, da acção contrária que, durante meses a fio, foi gravando o silêncio, em tons de brilho digital, que encancere o cérebro, por dentro, como o cansaço tépido de uma noitada embrutecedora em frente a um qualquer ecran.
Mas aqui estou, agora, não como em tempos, mas AGORA, por mais inútil que seja essa vencida afirmação de Presente, aqui estou, por mais inútil que seja a escrita, por mais irrelevante que EU seja... existir para o nada, existir para a Web.
È sem nada para dizer que me convenço desse suposto ideal do "desejo de ser inútil" quando, afinal, antes de ser já o era, e estas "masturbações dedálicas" mais não são que a expressão enfadonha d'um desejo de utilidade.
Quero ser útil. Mas... de uma forma que não me dê muito trabalho.
Acho que é apenas isso que tenho a dizer a uma Internet que já sabe tudo. ...mais um balde de merda (o seu manjar).
13 de julho de 2009
escrever, escrever...
23 de maio de 2009
hieróglifos quebrados de estrelas
(Joni Mitchell - Woodstock)
"Não tenho medo de um exército de leões liderados por um carneiro, mas de um exército de carneiros liderados por um leão."
Alexandre Magno
26 de março de 2009
5 de fevereiro de 2009
Google is watching you!
« Depois do Google Earth ir ao fundo dos oceanos, chega agora a vez do Google Latitude localizar geograficamente os nossos contactos através do telemóvel (...) O objectivo é poder localizar as pessoas onde quer que estejam e localizá-las no Google Maps (...) A partir daí, pode dar-se indicações à pessoa localizada, seguir os seus passos ou, simplesmente, convidá-la para almoçar (...) há sempre o risco de a privacidade poder estar em causa... a este respeito, a empresa norte-americana reconhece “o carácter sensível” do novo serviço mas insiste nas garantias de segurança que os utilizadores vão ter. “Tudo no Google Latitude é opcional. Podem não só controlar quem vê a vossa localização, mas também decidir em que sítio vos vão localizar”, ou ainda “podem escolher não serem vistos”, disse a Google (...) Disponível em 27 países, entres os quais Portugal, o serviço deverá ser estendido progressivamente a outras regiões do planeta. Apesar de ter sido destinado essencialmente para os telemóveis, o Latitude pode igualmente ser usado através de um computador. Segundo a CBS, o Latitude usa o sistema GPS e triangulação por torres de comunicações móveis. O software procura as três torres mais próximas e, com o GPS, combina os dados para mostrar onde determinada pessoa está.
13 de dezembro de 2008
5 de novembro de 2008
PETRODOLAR ou a Queda do Dolar Americano
Recebi isto há pouco tempo no mail e vou partilhar, apesar de o indivíduo ter dito para não dizer a ninguém, "aiai a conspiração" e não sei o quê... mas já que estamos numa de holocausto nuclear, cá vai:

4 de novembro de 2008
7 de outubro de 2008
2 de outubro de 2008
1 de outubro de 2008
a resposta
Estamos no mais remoto asteróide em todo o Universo e, mesmo assim...

28 de setembro de 2008
vê-las rir, vê-las mentir
Take me out tonight.
Where there's music and there's people who are young and alive.
Driving in your car...
...I never never want to go home because I haven't got one anymore.
Take me out tonight.
Because I want to see people and I want to see lights!
(I want to see them laugh, I want to see them lie...)
Driving in your car...
...oh please don't drop me home!
...because it's not my home, it's their home, and I'm welcome no more.
And if a double-decker bus crashes into us...
...to die by your side - such a heavenly way to die!
And if a ten ton truck kills the both of us...
...to die by your side - the pleasure, the privilege is mine...
(The Smiths - there's a light that never goes out)
15 de setembro de 2008
este universo claustrofóbico...
...para um outro tempo em que largos cargueiros espaciais cruzam o oceano cósmico, estabelecendo rotas comerciais com entrepostos terrestres e asteróides onde colónias humanas extraem minério e outros recursos… nada de especial, ao fim e ao cabo, o que sempre fizeram, embora em escalas menores… Algures, num qualquer planeta desértico, uma equipa de filmagens roda o último western da era espacial... dizem que é o melhor alguma vez feito, porventura melhor que os clássicos da primeira era pós-fordiana, “The Death of the West”…
Apesar de todo o espalhafato, porém, de todos os planetas explorados pelo universo fora nenhum é habitado por criaturas estranhas, nada daquilo que a ficção profetizava, mas apenas mais humanos.
Ainda me recordo do Tempo em que, pela “rede inter-consciências”, foi transmitida a aterragem da primeira sonda num planeta semelhante à Terra. Era igual. ...terceiro a contar da Estrela única, cinco continentes, água em abundância, guerras, homens e mulheres e afins… um reflexo daquilo que já tínhamos.
O Universo está infestado de humanos e as realidades alternativas estão algures por aí, sem nenhuma porta, sem nenhum portal ou wormhole de atravessamento instantâneo, mas apenas a uns meros anos-luz de distância, sistemas iguaizinhos aos nossos, com humanos, em todas as direcções do universo conhecido e mais além, todos no mesmo grau civilizacional que nós, alguns mais atrasados, enfim, mas tudo igual... nuns lêem da esquerda para a direita, noutros da direita para a esquerda… há até uns em que andam de trás para a frente mas, como é lógico, estas possibilidades elementares são apenas exemplos medíocres das muito mais bizarras situações que por aí fora se fazem sentir!, contudo… é deprimente não haver realmente aquela diferença que se procurava nas primeiras eras da história conhecida. É frustrante que tudo seja tão semelhante, que nessa distância de anos-luz de viagens inter-estelares até aos limites do conhecido, apenas se encontre... «Casa».
Nesta era amorfa e entediante apenas me resta sentar-me na beira da varanda da nave e olhar para o limite. É já ali ao fundo, não fica assim tão longe...
Às vezes ainda lhe toco, talvez apenas para sentir uma qualquer substância que lhe esteja por detrás, mas nada, porque tudo acaba ali.
